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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Boteco Filmes #6 - A eterna “Sociedade dos Poetas Mortos”


Eai pessoal! Hoje é dia de falar de um filme muito especial e que tenho muito carinho.
A história sensacional deste filme se passa na década de 80, na Academia Welton, uma escola de segundo grau extremamente conservadora, que limita os jovens a receberem uma educação severa, rígida, sem métodos que estimulam o jovem a aprender, além de punições severas que chegam até a castigos físicos. A escola têm quatro princípios básicos que expressam bem esse perfil: “tradição, honra, disciplina e excelência”.

 
Dead Poets Society (Sociedade dos Poetas Mortos- pt)
Lançamento – 1989 (128 min).
Dirigido por -  Peter Weir.
Estrelando – Robin Williams, Ethan Hawke, Robert Sean Leonard.
Gênero – Drama (grandes doses de comédia).
País: Estados Unidos


É o inicio de mais um ano letivo, com um novo professor de Língua Inglesa e Literatura, John Keating (interpretado por Robin Williams). Em sua primeira aula seus métodos nada conservadores já surpreendem os alunos já acostumados com aulas maçantes e sem graça. Com um jogo de palavras incríveis, dinâmicas de grupo, envolvendo poesias, encenações e carinho este professor inspira nos alunos o verdadeiro pensamento crítico, desenvolve neles uma capacidade incrível de mostrar o potencial de cada um, e deixa de lado qualquer tipo de tentativa de tentar tornar a literatura uma arte “exata”, que possa ser medida e regrada.

Cada aluno reage de uma forma, uns com muito receio, outros mais adaptativos e outros até muito perplexos com as novas metodologias. Em certa altura do filme, o professor conta ao grupo de alunos que é mais próximo que quando era estudante, naquela mesma escola, se reunia com seus colegas em uma caverna, nos bosques próximos da escola, para ler poesias e obras de grandes artistas (A sociedade dos poetas mortos). Lá ocorria a verdadeira apreciação da literatura. Como ele mesmo diz, “as palavras saiam de nossa boca como mel a gotejar”. Os alunos, inspirados por ele, revivem a sociedade.
No início das reuniões, eram sempre ditas essas palavras:
“Fui para os bosques viver de livre vontade,
Para sugar todo tutano da vida.
Para aniquilar tudo que não era vida
e para, quando morrer
não descobrir que não vivi"
Henry David Thoreau
No filme são citados muitos nomes importantes da literatura, como  Byron, Henry David Thoreau, Walt Whitman e William Shakespeare. Também vemos durante toda a narrativa a presença da ideia do “Carpe Diem” (Aproveitar cada instante da vida), ideia literária presente em textos de todas as épocas, e que são metaforizados na obra de forma excelente.
Uma escola tão conservadora não veria, logicamente, a sociedade como algo positivo, muito menos se soubesse dos métodos do professor. O desdobramento dessa história acaba em um fim trágico para muitos dos personagens. Mas não vou contar tudo aqui, assistam que vale a pena, e se maravilhem com esse inesquecível filme!
Trailer:

O filme está disponibilizado no youtube em várias contas diferentes. Só acessar e conferir!
O que o filme nos deixa
Essa obra prima do cinema nos mostra que todos temos um espírito artístico e com um potencial enorme, mas que muitas vezes é suprimido pelas formas que a sociedade nos conduz pelo caminho da obtenção do conhecimento. Nos faz perceber que a manifestação humana também reflete seus sentimentos, dores, alegrias e dúvidas, seja na literatura, em uma conversa ou até em um simples gesto. Também tem seu lado instigador, de não aceitar nada que nos é dado a fim de nos tornar alienados e sem senso crítico. Propõe uma nova forma de se pensar e transformar vidas. Propõe mudanças.
“Voltarão a aprender e a pensar por vocês próprios, aprenderão a saborear palavras e linguagem. […] As palavras e as ideias podem modificar o mundo” John Keating
Por Lucas Fiaschetti Estevez