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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Os videogames no mundo da música

Olá, eu sou o Murilo, um dos mais novos redatores do Boteco Gamer! Também toco baixo na banda DustUp. Irei escrever textos sobre algumas curiosidades relacionadas aos games, Nintendo e na coluna Deja Vú. Espero que gostem!

Com certeza você já se pegou cantarolando alguma melodia de um game, não? Mesmo que ela fora composta com recursos fadados (como os clássicos 8/16 bits ou os MIDI dos anos 90), foram melodias muito bem compostas, o que mostra a qualidade que os sons gamísticos possuem. Agora, cheguemos num consenso: se são recursos com tanta alta qualidade, assim como qualquer instrumento musical, é possível compôr qualquer tipo de música com eles, não? MAS É CLARO!

Quem teria coragem de pegar seu NES e transformar nisso aí?
Pegue sua banda favorita. Agora, imagine ela com pequenos toques de 8 bits na melodia. Seria demais, não?
É mais ou menos essa a premissa do I Fight Dragons, uma banda de NES-Rock (Sim, NES-Rock!) de Chicago, IL, USA. Eles misturam um pop rock com efeitos de 8-bits de NES e Game Boy. Coloquei abaixo alguns vídeos de músicas deles:


(PS: Observem no clipe de Save World Get Girl o membro ali no fundo com uma guitarra do Guitar Hero e um Power Pad)

Aliás, ela não é a única. Existem várias bandas que usam dos mesmos recursos de 8 bits, aliás, existe até uma vertente do hardcore chamada nintendocore. Não preciso dizer nada!
Assim como não é a única, o rock não é a única vertente musical que possui influências dos games. Existem vários remixes e músicas eletrônicas com sons 8 bits, orquestrações de melodias e muito mais.

E você, conhece alguma banda ou grupo que utiliza de influências musicais vindas dos games? Deixe seu comentário com sugestões!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Deja Vú #12 - Mortal Kombat

Às vésperas do seu mais novo lançamento, Mortal Kombat é o game homenageado hoje no Deja Vú, a sessão retrô do Boteco Gamer!
Lançado em 1992 para os arcades, Mortak Kombat é um jogo de luta que fez muito sucesso graças a seu estilo gráfico realista e sua violência, que o tornou bastante polêmico. Apesar de ser um excelente game, é repreendido por algumas pessoas, que são contra os fatalities, golpes extremamente sangrentos e violentos. Mas essa é a marca registrada de MK!

As versões para consoles caseiros foram a confirmação de que a fórmula estava obtendo sucesso. SNES, Master System, Mega Drive, Sega CD, Game Gear, Game Boy, entre outros consoles receberam o game. O jogador podia escolher entre sete lutadores diferentes, e enfrentava várias batalhas em sequência até chegar nos chefes Goro e depois Shang Tsung.
Os lutadores são atores reais digitalizados, o que faz do game muito realista e inovador pra época. A jogabilidade também é ótima, e introduziu o golpe block no gênero. Os personagens jogáveis, Sub-Zero, Scorpion, Liu Kang, Kano, Johnny Cage, Rayden e Sonya, possuem estilos e golpes diferentes, o que ajuda muito na hora de decidir com quem jogar.

Mortal Kombat inovou, fez a cabeça dos jogadores e está presente até hoje, com lançamentos recentes e remakes. É uma das séries mais famosas dos games e é jogada até hoje por milhões de fãs ao redor do globo!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Deja Vú #9 - Donkey Kong Country

Alguns meses depois do lançamento de seu remake, Donkey Kong Country é o game da sessão retrô desse blog! O gorilão engravatado é o alvo do Deja Vú dessa semana.
Fruto da produtiva parceria entre Nintendo e Rare, Donkey Kong Country foi lançado em 21 de novembro de 1994 para o Super NES, curiosamente, mesma data do lançamente de seu remake para Wii, no ano passado. Primeiro game do personagem a não ser desenvolvido por Shigeru Miyamoto, DKC é um platformer clássico: com pouca história e muitos itens coletáveis.
Enquanto Donkey Kong dormia, os Kremlings, crocodilos liderados por K. Rool, roubam o estoque de bananas do gorila, que parte numa aventura para recuperar suas bananas com a ajuda de Diddy Kong!
Um dos aspectos mais interessantes do game é que, mesmo com as limitações da época, os gráficos são  muito bonitos. DKC superou as expectativas com um 3D renderizado, algo que os gamers nunca haviam visto num console de 16-bits! A trilha sonora não era muito marcante, mas pelo menos fazia o básico e dava o ar de selva às fases.

Donkey Kong é forte e pesado, enquando Diddy é rápido e leve, e essas qualidades são essenciais para seguir em frente nos estágios. Além deles, outros animais como o rinoceronte Rambi e o sapo Winky também têm aparições no game e ajudam os protagonistas em certos pontos.
Um dos principais elementos de DKC são os itens coletáveis e as salas secretas. Há muito o que se explorar no game, como por exemplo as letras que formam a palavra KONG que estão espalhadas e escondidas, ou as bananas que são coletadas ao longo do caminho e ajudam a aumentar a duração do game, principalmente pra quem gosta de desvendar coisas pelas fases.

Donkey Kong Country foi muito bem recebido, com notas como 9.5 da Game Informer, 9.25 da EGM e 8.5 da IGN, figurando até hoje entre os 3 melhores games do console. Graças a esse sucesso, ganhou vários relançamentos para GBColor em 2000, e três anos mais tarde, para GBA, fora o remake Donkey Kong Country Returns, para Wii, em 2010! Mais um excelente game, que todo mundo deveria jogar!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Deja Vú #5

Nesse dia lindo, eu até pretendia falar sobre algum game de futebol no Deja Vú, mas resolvi homenagear o console aniversariante da semana com um game que é considerado até hoje um dos melhores RPGs de todos os tempos, e já ganhou até remake!

Quando se faz uma lista dos melhores games do SNES ou dos melhores RPGs não se pode deixar de lado esse jogo. Chrono Trigger é o resultado da soma de forças do que foi chamado de Dream Team do desenvolvimento de jogos, composta por nada menos que Hironobu Sakaguchi (produtor de Final Fantasy), Yuji Horii (diretor de Dragon Quest), Akira Toriyama (criador de Dragon Ball e Dr. Slump), o produtor Kazuhiko Aoki (designer em Final Fantasy III e IV) e Nobuo Uematsu (músico de Final Fantasy).


Com uma equipe de produção dessas, não era possível o game não ser bom. O objetivo era criar um game revolucionário, com vários finais, sistema de batalha inovador, gráficos belos pra sua época e um roteiro digno da qualidade do time de produção.


Logo de cara, nota-se o traço do lendário desenhista e mangaká Akira Toriyama. Daí a semelhança entre Cronno e Goku por exemplo. O game se passa em várias épocas, pois as viagens do tempo são um elemento  recorrente na aventura, mas a história começa no ano 1000. Um festival comemorando o milênio está acontecendo e nesse festival, o protagonista Crono e suas amigas Marle e Lucca se metem em confusão com uma máquina do tempo que acidentalmente os leva para o ano 600. Contando com a ajuda de Frog, Robo e Ayla, personagens de épocas diferentes, os heróis viajam no tempo muitas vezes para derrotar o vilão Lavos e impedir desastres de acontecerem no presente, passado e futuro. Contar mais seria estragar o brilhante roteiro...


Chrono Trigger inova em muitos pontos da jogabilidade. As suas ações influenciam no que acontece no futuro, e você vai notar as consequências quando viajar pro futuro após fazer algo no presente.O mapa geral é menos detalhado, enquanto o de cidades ou calabouços é mais real, e pode-se conversar com habitantes ou encontrar itens. Os inimigos são visíveis na tela, e não existem batalhas aleatórias, pois o jogador escolhe se quer lutar ou não. Para batalhar, é só encostar nos inimigos, e a luta ocorre no mesmo mapa, sem nenhuma mudança de cenário. 


O sistema de batalha é uma das maiores inovações. Você pode escolher se seus personagens irão atacar sozinhos ou combinarão forças para formar um ataque mais forte. Além disso, existe uma barra de ação em todos os envolvidos na batalha, sejam aliados ou inimigos. Quando um personagem ataca, ele tem de esperar a sua barra encher novamente pra poder atacar. É uma mistura entre batalha por turnos e em tempo real.


Um game inovador, com um time de produção de qualidade por trás, um roteiro fantástico e que é lembrado até hoje, 15 anos depois, ganhando versões para Playstation e DS, Chrono Trigger não poderia ficar de fora da lista de games homenageados pelo Deja Vú. A recepção da imprensa não poderia ser melhor. 9.25/10 na EGM, nota máxima na GamerPro e EuroGamer, 8.8 na IGN e 8.5 na Gamespot, além do 25º lugar no Gamerankings e várias aparições nas listas de melhor game do mundo.


Chrono Trigger merece ser jogado até os dias de hoje, seja no saudoso SNES, no PS1 ou no atual DS, onde  quem vos digita está jogando.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

20 anos de SNES!

Você lembra o que estava fazendo a 20 anos atrás? Eu ainda não tinha nem nascido, mas os gamers das antigas devem se lembrar que estavam lamentando a derrota do Brasil na copa de 90 pedindo um Super Nintendo pros pais de Natal, muito empolgados com o lançamento da Big N.
Se a frase ''É Nintendo ou nada'' te lembra alguma coisa, esse post foi feito especialmente pra você!
21 de novembro de 1990. Essa foi a data em que o Super Famicom foi lançado no Japão. Sucessor do Famicom, ou Family Computer, primeiro console de mesa da Nintendo. Com apenas dois jogos no lançamento, o novo console da Big N causou muita expectativa. Não era para menos, afinal os jogos eram nada menos que F-Zero e Super Mario World, dois games lembrados até hoje.

O console de 16-bits foi um sucesso global com quase 50 milhões de unidades vendidas, e foi um grande salto tecnológico na época, graças a capacidade de reproduzir 256 cores e criar efeitos tridimensionais.

Na época, a inflação era um grande problema no Brasil, e o que era pra ser popular (o SNES era um console considerado barato em países de primeiro mundo) acabou sendo um privilégio só para os mais ricos por um bom tempo... pelo menos, mais tempo do que deveria, e graças a esses problemas economicos, o mercado de games no nosso país só começou a se desenvolver nos últimos anos.

Ao contrário do nosso Brasil varonil, na terra do Sol nascente, os games iam evoluindo cada vez mais, e a jogatina online, que muitos pensam que é recente, teve seu primeiro passo com o SNES. Isso mesmo, internet nos games no século passado!
Desenvolvido pela Nintendo, o Satellaview custava 14 mil ienes e funcionava como um modem via satélite e com ele era possível baixar jogos, sejam lançamentos exclusivos ou remakes de jogos lançados em cartuchos. Ou seja, ainda não era realmente jogatina online, mas era o começo da distribuição online de games!

O Super Nintendo teve jogos inesquecíveis como Chrono Trigger, Pilotwings, Super Punchout!, Earthbound, Megaman, The Legend of Zelda: A Link to the Past, Super Metroid, Street Fighter, Final Fantasy, Castlevania, Donkey Kong Country, Starfox, Kirby, Contra, Mortal Kombat, Battle Toads, Tetris, Ninja Gaiden, Sim City, Super Mario Kart, sem contar com os já citados Super Mario World e F-Zero.

Com games de sucesso que são jogados até hoje e chegam a receber remakes, o Super Nintendo foi um dos melhores videogames da história, numa época onde era Nintendo... ou nada!