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terça-feira, 31 de maio de 2011

Review #12 - Thor: God of Thunder

Apesar do post de semana passada sobre games baseados em filmes, resolvi dar uma chance ao Deus do Trovão, e aqui está o review de Thor: God of Thunder.

Ficha técnica
Produtora: Sega
Desenvolvedora: Liquid Entertainment, Red Fly Studios e WayFoward Technologies
Gênero: Ação/Hack'n Slash
Data de Lançamento: 3 de maio de 2011
Plataformas: Playstation 3, Xbox 360, Wii, DS, 3DS

Gráficos: 4,5
Som: 8,5
Jogabilidade: 6
Diversão: 5
Replay: 5
Nota: 5





Como eu já havia falado semana passada aqui no blog, games que saem das telonas não costumam nos surpreender de uma forma positiva, se é que vocês entendem. A péssima fama pode ter influenciado um pouco nesse review, mas não tem como não dizer que o jogo é horrível.


Os gráficos foram feitos porcamente, e estão muito abaixo dos padrões dessa geração. Se fosse um game de PS2, seria normal. O som é o melhor aspecto do jogo, pois tem algo que eu sempre falo nos reviews: diálogos dublados! Fora isso, nada de muito marcante. A parte sonora passa despercebida, e os efeitos são razoáveis, mas acaba se destacando entre os outros quesitos, que são um desastre.

 A jogabilidade não é muito precisa. Os comandos não respondem muito bem, e por mais que a lista de golpes do herói seja imensa, na prática só se usa uma combinação básica de golpes rápidos e efetivos, e em pouco tempo, percebe-se que o jogo limita-se em esmagar o botão de ataque como se não houvesse amanhã.
Basicamente o game consiste em bater em hordas intermináveis de inimigos até que as portas do ambiente abram e você vá para outra sala, onde vai martelar mais monstros, e assim por diante até chegar num chefe. E breves tutoriais ensinando novos golpes te acompanham por uma boa parte da jornada, tornando o jogo ainda mais cansativo.

Thor: God of Thunder honra a tradição das adaptações de filmes para consoles. Um jogo comum, que não sairia das prateleiras se não fosse pelo nome estampado na capa. Não recomendo, nem ao seu pior inimigo. Esse game é uma thortura. Sacou a piadinha?

sábado, 16 de abril de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Deja Vú #11 - Alex Kidd in Miracle World

O garoto cabeçudo da Sega chegou a ser o principal personagem da empresa antes do ouriço azul tomar conta do cargo! Quinze anos depois do seu primeiro game, Alex Kidd é o homenageado do Deja Vú!
Em 1 de novembro de 1986, Alex Kidd in Miracle World aparecia nas prateleiras das lojas japonesas como um game simples de plataforma para o Master System. Através das fases do jogo, Alex encara diversos inimigos, mas a parte mais inovadora são os chefes. Você não pula na cabeça deles, não bate neles, não atira neles, não explode eles, nem os captura em pokéballs. Você tem que enfrentá-los numa árdua batalha... de jo-ken-po! Isso mesmo, o tradicional pedra, papel e tesoura! Nas primeiras fases, a sequência que os chefes usam é bem perceptível. Á medida que o jogador vai avançando, fica cada vez mais difícil saber o que se deve escolher para ganhar. No último boss, a escolha é totalmente aleatória, o que torna a sorte (ou ausência dela) um fator muito importante, afinal não há como salvar o progresso. Se você perder todas as vidas, começa do zero denovo.
Apesar da semelhança com muitos dos jogos de plataforma da época, Alex Kidd é muito viciante e divertido, e é um dos melhores games para o console 8-bit da Sega. Mesmo competindo com um certo encanador bigodudo, o jogo foi muito bem aceito pelo público e fez sucesso a ponto de muitos críticos o colocarem acima de Super Mario Bros.

O roteiro é bem elaborado para os padrões da época. O vilão Janken sequestrou o príncipe e a princesa de Radaxian para dominar o reino. Porém Alex, um garoto que treinava sua técnica para quebrar rochas com os punhos, descobriu a trama de Janken e ficou sabendo que era irmão do príncipe. Então, partiu para salvar a terra de sua família, e consequentemente, o povo de Radaxian!
Alex Kidd in Miracle World é o primeiro jogo da série, e assim como os outros, é jogado até hoje e tem relançamentos, incluindo um para Virtual Console! Uma ótima oportunidade pra jogar o game do primeiro rival do Mario!

terça-feira, 29 de março de 2011

A história do 3D

Muito vem se falando sobre a nova tecnologia que está fazendo sucesso nos games e no cinema, mas isso não é exatamente uma novidade. Há muito tempo atrás, os produtores já tentavam reproduzir gráficos tridimensionais. Os mecanismos para simular a estereoscopia vêm desde o século 19, por incrível que pareça!

Nos filmes, tudo começou em The Power of Love, de 1922, tido como o primeiro filme em 3D da história. Na década de 1950, os filmes em três dimensões começaram a se popularizar, mas graças à falta de tecnologia e recursos, além dos custos para se produzir esse tipo de película fizeram com que eles alcançassem sucesso apenas com os lançamentos mais recentes. Sharkboy e Lavagirl, Pequenos Espiões 3D, Chicken Little e, claro, Avatar.

Nos games, a história não foi tão simples. Os primeiros passos foram dados pela Sega, com SubRoc-3D, para arcade, em 1982. Cinco anos mais tarde, o Famicon 3D System, lançado pela Nintendo apenas no Japão em resposta ao SegaScope 3-D, do Master System. Ambos os sistemas utilizavam os shutter glasses, tecnologia das TVs 3D atuais, em que os óculos bloqueiam cada lente em sincronia com o que é exibido na tela, alternadamente. Os poucos jogos disponíveis eram a principal dificuldade dos periféricos.
Óculos do Famicom 3D System
Um dos games, Jumpin' Jack foi o último da Square antes de Final Fantasy. A empresa estava à beira da falência, com várias tentativas de sair da lama e por isso o nome do RPG, ''fantasia final''. Curiosidades à parte, em meados dos anos 90, a Big N tenta mais uma investida na tecnologia 3D com o Virtual Boy, que acabou se tornando o maior fiasco da história da empresa. Tanto pela limitação de cores - só reproduzia vermelho e preto - quanto pelo alto preço e a falta de portabilidade, pois era necessário apoiá-lo em alguma superfície para poder jogar. Mas o maior dos problemas era a terrível dor de cabeça que causava. As baixas vendas e poucos jogos também ajudaram a afundar o aparelho para sempre.
Mesmo depois desse fracasso, a Big N continuou insistindo e, mesmo que muitas pessoas não saibam, todos os GameCubes possuíam capacidade de exibir gráficos 3D. O problema é que as TVs compatíveis só se tornaram populares após a morte do console, e nenhum game pôde ser lançado com essas funções. Mais recentemente, o GBA também passou por uma tentativa de ter gráficos 3D, mas a tela de cristal líquido capaz de projetar essas imagens faria o custo de produção ser muito alto.

Hoje, vários games do PS3 e do Xbox 360 possuem versões em 3D, e o novo portátil da Big N também exibe imagens tridimensionais. A tendência para as próximas gerações é que essa tecnologia esteja presente em todos os consoles, o que mostra como os games estão evoluindo. Saiba mais sobre 3D e como funciona a tecnologia nesse post do mês passado.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O terremoto no Japão afetou a indústria de games?

A tragédia que ocorreu na terra do Sol Nascente teve impacto em todas as áreas da economia e indústria. Os games, infelizmente, não foram exceção. Grandes empresas já se manifestaram sobre o assunto, e a situação não parece nada amigável. A Square Enix e a Konami irão desligar os servidores de jogos como Final Fantasy XIV e Metal Gear Online para economizar energia.

O racionamento também contará com a colaboração da Sony, que não desligará por completo os servidores de internet, mas não garante uma excelente experiência online por enquanto. As atualizações semanais e o lançamento de Motorstorm Apocalypse também foram adiados, assim como Yakuza: Of The End, da SEGA.A Microsoft optou por pausar a produção de jogos para a Live e cancelar o tour nacional de divulgação do Kinect.

Mas o único game realmente cancelado foi Zettai Zetsumei Toshi 4, ou Disaster Report 4 em inglês. O jogo contava a história de um terremoto que devastou Tóquio e o protagonista teria de lutar pela sobrevivência em meio ao caos. A desenvolvedora IREM decidiu por não lançar o jogo por causa do que aconteceu essa semana. Uma pena, pois o game parecia bom:
 A Sony e a Nintendo doaram, cada uma, 300 milhões de ienes, cerca de 6 milhões de reais, para ajudar os desabrigados, a SEGA vai doar 200 milhões, a Koei Tecmo e a Bandai Namco, 100 milhões cada.

Fica aqui a torcida para que o país, que é uma das maiores economias mundiais, consiga se recuperar logo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Deja Vú #6

A seção retrô desse blog está aqui, e o homenageado de hoje é o grande rival do Mario nos anos 90!

Sonic the Hedgehog, o jogo do ouriço azul que rivalizou com o bigodudo da Big N por vários anos, foi lançado em 23 de junho de 1991 para o Mega Drive, sendo o primeito game da série, que hoje é muito popular e não se limita apenas a um ou outro console depois que a Sega saiu do mercado de hardware, tendo versões lançadas para várias plataformas.

Como todo bom platformer, Sonic the Hedgehog não possui uma história bem elaborada, mas nesse game especificamente a ação é frenética e o ouriço está sempre fazendo loopings, correndo, encolhendo-se numa bolinha, correndo, coletando itens e... eu já disse correndo?

A série fez tanto sucesso que recebeu vários games novos, ports e remakes, mas os fãs não andam gostando dos novos jogos do ouriço em 3D, que têm perdido a essência do jogo. A primeira fase, Green Hill Zone, ficou muito famosa, tornando-se num ícone do ouriço e acabou virando até fase do Super Smash Bros Brawl, game onde, ironicamente, os dois maiores rivais da década passada estão juntos.

Considerando-se a época em que o jogo foi lançado, seus gráficos são muito bons, um dos melhores games da geração nesse quesito. As músicas são clássicas até hoje, e sempre são tocadas em eventos de gamemusic como o Video Games Live.

Um game que conseguiu brigar de igual pra igual com Super Mario World merece muito respeito, e até hoje é lembrado com remakes. Novos jogos da série também estão sempre sendo lançados, agradando ou não, mas o ouriço se mantém muito vivo no mundo dos games!