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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Um Papo Sobre Gráficos. Que Tal?

E aí, gente? Eu venho hoje aqui para falar de um assunto diferente. Eu normalmente trago reviews de jogos mais não joguei nada novo nas últimas semanas, então vou falar sobre uma coisa que venho querendo falar já faz um tempo: Gráficos! Esse assunto levado tão a sério por alguns gamers e que esse blogueiro que vos escreve também leva a sério. Já dizia Vinícius de Moraes: "Me desculpem as feias, mas beleza é essencial."


E aí? Os gráficos de Crysis são mais bonitos que os da vida!!

Ok, ok. Eu sei que existem jogos sensacionais que não possuem gráficos com um poder de luta mais de oito mil, mas a beleza gráfica de um jogo, para mim é um fator que aumenta monstruosamente a diversão. Vou apontar uns pontos que eu considero essenciais para uma nota alta nas minhas já consagradas e perfeitas reviews. 

#1 - Roupas: Eu sou meio detalhista (ou não), isso faz de mim um cara apegado à detalhes. Eu gosto quando, em jogos de video game, um personagem tem os efeitos de movimento em suas roupas e isso é algo que eu vejo muito pouco nos jogos. Fiquei muito feliz com a nove engine da EA (a Ignite 2.0) que me pareceu levar muito a sério esse quesito. Seria sensacional ver a movimentação das roupas no FIFA.

#2 - Água e Fogo: Alguém já notou a quantidade de efeitos zuados eles colocam na água e no fogo? Sei que muitas engines não são poderosas o suficiente para focar nesses pontos, mas eu gosto de ver um fogo bem feito como em FarCry 2. Ou a água super detalhada da série Bioshock. Sou um tanto chato, mas gosto disso também.


Fogo se alastrando em FarCry 2. Eu joguei o jogo só por isso!

#3 - Fios de Cabelo: ESSE é o ponto que separa os meninos dos homens! Eu nunca joguei um jogo que os personagens tivessem fios de cabelo perfeitos. Se esse jogo existe, por favor me apresentem. Eu adoraria ver um game com cabelos reais e não cabelos duros como de pessoas que ficam duas semanas sem lavar (do tipo que pode passar um tornado que o cabelo não balança).

#4 - Efeitos do Ambiente: Outra coisa bacana é quando você percebe os efeitos no ambiente nos personagens (em geral falo de água e sujeira), normalmente isso ocorre nas roupas (olha elas de novo aí). Nas suas últimas versões, Tekken Tag Tournament 2 e Dead or Alive 5 trabalharem muito bem nisso.

Agora diz aí se não é bom roupas se molharem?

Também existem gráficos artísticos. Estes que são ou cartunizados (como Borderlands ou The Darkness) ou, realmente, obras de arte (leia-se: Okami) Lembrando mais uma vez que um game NÃO precisa de gráficos fantásticos para ser bom. Daria pra fazer uma lista gigantesca de jogos com gráficos mais ou menos, ou até, ruins que são incríveis.


Obras de arte em games são simplesmente... Obras de arte!

Espero que vocês tenham curtido esse post mais estilo "conversa de bar" sobre gráficos. Quem sabe trago esse tipo de texto mais vezes. Até mais pessoal!!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Gráficos x diversão

Hoje vou falar sobre um assunto que gera polêmica e discussão nos fóruns de internet, mas que começou a ser debatido alguns anos atrás. O que é mais importante num game: gráficos ou diversão? Antes da geração de consoles com capacidade para gerar gráficos 3D, as pessoas não se importavam ao controlar um borrão de píxels na tela da TV. Não se ouvia falar sobre realismo, qualidade gráfica, nem nada disso. Todo mundo jogava e se divertia sem se preocupar com esse tipo de coisa.

Pergunte a um gamer das antigas e ele lhe dirá sem pestanejar que a era de ouro dos games foram os anos 90, a disputadíssima briga entre Super Nintendo e Mega Drive, a guerra dos 16-bits. As empresas de Mario e Sonic duelavam por cada pequeno espaço no mercado de games, utilizando-se de jogos cada vez mais divertidos protagonizados pelo encanador e pelo ouriço. A qualidade visual dos jogos havia melhorado através dos anos, mas estava longe de ser o foco principal. Era apenas uma evolução tecnológica natural. Claro que os gráficos sempre foram um quesito a ser avaliado e considerado, mas na prática as pessoas queriam saber se o jogo era realmente divertido. Isso era o que definia se ele realmente merecia ser jogado.



Até que os simpáticos píxels sumiram das telas para dar lugar aos gráficos tridimensionais, que ainda engatinhavam quando o Nintendo 64 e o Playstation foram lançados. A cada ano uma nova tecnologia surgia para aprimorar os gráficos, e as pessoas começaram a dar muita importância para a capacidade dos consoles. Os games iam ficando cada vez mais belos e realistas a cada lançamento, e o qualidade gráfica começou a evoluir exponencialmente, muito mais do que a criatividade dos produtores para criar games divertidos. Com um pouco de exagero da minha parte, os jogos passaram a ser mais do mesmo com visual melhorado.


Não contentes com a revolução que o 3D havia proporcionado, o próprio público começou a exigir games com gráficos cada vez mais belos, realistas e elaborados. Com isso surgiu o Gamecube, Xbox e Playstation 2, que tomou conta do mercado. A preocupação em melhorar a potência do console ficou muito maior do que a criatividade dos desenvolvedores para divertir os gamers. A supremacia do gráfico em relação à diversão ficou evidente nessa geração.

Com o lançamento do Xbox 360 e do Playstation 3, a disputa ficou ainda mais acirrada e as pessoas esqueceram da verdadeira essência do videogame: a diversão. Não estou dizendo que gráficos não são importantes. Muito pelo contrário. É um dos quesitos dos reviews do Boteco Gamer. É impressionante ver um game como GTA 4, Gran Turismo ou God of War 3. Mas nessa geração, uma empresa resolveu andar na contramão. O Wii é o console com menos capacidade gráfica da geração, sem dúvidas. Mas também foi o console mais vendido da geração até agora, disparado. Como pode? Num mundo onde os gamers valorizam a potência gráfica, o console menos potente vender mais? As pessoas estão voltando a colocar a diversão acima dos outros quesitos. Diversão, gameplay, feeling, ou como você chame o que sente enquanto joga.

Entenda: isso não é uma discussão sobre qual console é melhor, pois teria que envolver muitos outros fatores além das vendas. É uma discussão sobre o que é mais importante num game, entre belos gráficos ou bastante diversão. E a diversão proporcionada pelo controle por movimento do console branco da Big N contagiou as concorrentes, e agora o PS3 e o X360 também estão priorizando os games divertidos. E por ''divertido'', eu não me refiro a casuais. Os jogos hardcore também podem ser divertidos. E também não estou querendo dizer que é necessário controle por movimento. Super Smash Bros. Brawl não possui nenhum comando acionado por movimento, mas é extremamente divertido. Nem estou alegando que games realistas não são legais. Quem não se diverte jogando GTA 4? Mas o ideal é que a diversão seja prioridade num game, e a parte gráfica, assim como a parte sonora, sejam um ''algo a mais'' no jogo, que acrescentam ao gameplay, e não que estejam em primeiro plano. Mas não se esqueça de que tudo o que está escrito aqui é apenas minha humilde opinião.

 É claro que o visual e a apresentação de um jogo é de suma importância. Mas não podemos deixar que seja mais importante do que a função principal dos games. Com certeza, o primeiro jogo da história não estava afim de deixar ninguém boquiaberto com seu visual, mas sim com a sensação que teriam ao jogá-lo. A diversão é a essencia dos videogames, e eles são o motivo deste blog estar aqui, e de você ter lido esse texto. De hoje em diante, divirta-se jogando videogame, seja do PS3 ou do NES, com gráficos bons ou ruins.