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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Nintendo vs Sega: a batalha dos anos 90

A E3 desse ano acendeu um espírito de competição entre Sony e Microsoft, com direito à vídeos satirizando as políticas em relação aos jogos usados e provocações de todos os tipos. É uma ótima ocasião pra lembrar outra rivalidade que também foi muito marcante...
Muitas vezes os gamers não podem se dar ao luxo de comprar dois títulos do mesmo gênero, e portanto têm de escolher apenas um, o que gera concorrência entre jogos como FIFA e PES, Street Fighter e Tekken, Final Fantasy e Dragon Quest, Pokémon e Digimon, entre outras franquias. Mas a rivalidade mais acirrada da história dos games se deu entre um certo encanador bigodudo e um ouriço azul, especialmente nos anos 90. Os dois mascotes de duas gigantes da indústria se enfrentaram por gerações, cada qual com sua legião de fãs, sendo o ponto central de grande parte das discussões da época.

O que nós vemos hoje entre Samsung e Apple nem chega perto do que acontecia na década de 1990 com Nintendo e Sega. Ambas são duas empresas bem antigas, e que não começaram vendendo consoles logo de cara. A Big N foi fundada em 1889, mais de 120 anos atrás, e originalmente era uma fábrica de cartas para um jogo japonês chamado hanafuda. Com o tempo, passou a explorar outros negócios, desde táxis, utensílios domésticos e arroz instantâneo até – acredite – uma rede de motéis. Entretanto foi fabricando brinquedos que a Nintendo descobriu o caminho das pedras para se tornar uma gigante dos games mais tarde.

Já a Sega foi fundada em 1940 e começou fazendo máquinas de entretenimento como jukeboxes e caça níqueis, algo mais próximo dos jogos eletrônicos, mas só entrou nesse mercado bem mais tarde, em 1982 com empreitadas menores como o SG-1000. Porém o sucesso veio apenas alguns anos mais tarde com o lançamento de seu primeiro grande console caseiro, o Master System, e com ele o seu primeiro mascote: Alex Kidd. Porém o menino cabeçudo não tinha uma missão fácil, afinal o concorrente Nintendo Entertainment System contava com ninguém menos que Mario.



Mais tarde, a competição passou a ser entre Super Nintendo e Mega Drive, também conhecido como Genesis. A rivalidade se consolidou mais ainda e as campanhas de marketing bombardeavam as pessoas tentando convertê-las. “Genesis does what Nintendon’t” e “Now you’re playing with power… super power” se tornaram bordões das empresas. Eventualmente, graças aos exclusivos e ao apoio das thirds, o SNES acabou por enfraquecer o Mega Drive a ponto do Sega Saturn ser lançado precocemente para tentar combatê-lo, sendo esse um dos piores erros de planejamento da Sega, que pode ter levado ao seu declínio anos depois.

A Big N lançaria seu Nintendo 64 e a Sega, o Dreamcast. Dois consoles que não tiveram vida fácil, especialmente quando surgiu um novo concorrente após anos de rivalidade polarizada. A Sony, que havia trabalhado com a Nintendo num projeto de console que roda CDs, resolveu entrar na briga e lançar seu Playstation, e a partir daí o cenário mudou completamente. A maior disputa da história dos games apresentou um desfecho triste, com a Sega encerrando suas atividades no mercado de hardwares e passando a se dedicar somente aos jogos.
Hoje, mais de dez anos depois, nós pudemos ver Mario e Sonic juntos no mesmo game em mais de uma ocasião, algo impensável no auge da década de 90. Contudo graças ao Super Smash Bros Brawl, muitas pessoas puderam realizar o sonho de ver os dois lendários mascotes rivais se enfrentando na base da porrada após anos de uma guerra fria que contribuiu muito para o avanço dos videogames.

Texto originalmente publicado por mim no PlayerTwo

terça-feira, 11 de junho de 2013

E3 2013 - Nintendo

A começar pela enorme estranheza causada pela decisão da Nintendo em não ter uma conferencia na E3 e sim fazer um Nintendo Direct no período dela, a apresentação foi previsível e ao mesmo tempo apresentou coisas novas. Ahn? Bom, deixa eu explicar. Como todos nós sabemos, pelo menos um Mario, um Zelda e um Pokémon foram abordados. Praxe. Mas apesar disso alguns anúncios imprevisíveis foram feitos. Vamos a eles!


Começando pelos principais lançamentos, um Mario nos moldes do lançado para 3DS foi anunciado para o Wii U. Até ai nada de grandes novidades. O impacto fica por conta de a Big N FINALMENTE ter implementado um multiplayer em um Mario 3D. Dito isso me parece uma ótima ideia lançar um Mario nesse estilo pois o inspirador foi um jogo muito bom. No novo Mario, poderemos controlar o bigodudo, Luigi, Peach ou o Toad e teremos uma nova roupa, a de gatinho. Falando nisso, a princesa dos cogumelos ser jogável me deixa com a interrogação na cabeça pra saber a história.


Na mesma pegada de Mario, minha série favorita da franquia do encanador, tirando a principal, Mario Kart 8 foi anunciado. Aparentemente, algumas mecânicas bem interessantes foram introduzidas como por exemplo, usar magnetismo para correr sobre paredes e até de ponta cabeça. Isso, junto com a possibilidade de voar introduzida no Mario Kart 7, abre muitas possibilidades de rotas alternativas aumentando a variabilidade do gameplay.


O principal lançamento do Nintendo Direct, porém, provavelmente foi um novo Super Smash Bros. pra Wii U e 3DS com a adição de um personagem marcante: Megaman!


Tivemos também um pouco mais de gameplay do Pokémon X e Y que me deixa cada vez mais ansioso. O salto gráfico foi grande o suficiente para interferir positivamente no gameplay. Além disso, tivemos a adição de um novo e estranho tipo: Fairy! Além disso tudo, ele finalmente ganhou uma data de lançamento: 12 de outubro desse ano.


Para deleite do chefe, foi anunciado um novo Mario Party e um novo jogo de fitness, Wii Fit U que tem, no minimo, um nome genial. Terminamos de falar de tudo que era esperado com um remake do Zelda Wind Waker, o que é ótimo pelo fato de o Gamecube ter sido um console FAIL (MAMILOS!) e a continuação do Zelda: A Link To The Past.



Entrando nas novidades, algumas coisas legais foram anunciadas. Entre elas, Bayonetta 2 e Monolith Soft que parecem atenuar a ausência de jogos hardcore no Wii U.



Para fechar, outras três coisas que foram anunciadas foram Pikmin 3, uma outra releitura de DK Country, o Tropical Freeze e por fim um jogo bizarramente interessante chamado The Wonderfull 101.

Parece que a conferencia da Nintendo solidificou suas bases com seus first-parties e deu liga à construção com as third-parties. Resta saber se isso será suficiente pra combater a Sony que vem forte por aí.

Fui!

E3 2012 - Sony

Eu disse ontem que a Ubisoft era candidata ao "título da E3" se é que isso existe. Mas caso exista, creio que falei cedo demais.

A Sony fez uma conferência tão épica quanto aquela da Nintendo em 2006. Talvez a gente não perceba isso tão cedo. Talvez a gente não consiga notar a importância dessa conferência nos próximos anos. Talvez até a gente nunca consiga ter noção do quão fundamental essa apresentação foi para o futuro dos consoles. Talvez eu esteja exagerando. Mas chega de talvez, agora é certeza: O PS4 não vai precisar ficar online o tempo todo, não vai exigir que você o conecte na internet para que ele funcione, não vai cobrar nem impedir o uso de jogos usados e vai custar US$399. Ou seja, 100 doletas a menos que o Xone. A indústria de games está à salvo. É claro que nada disso é inovação e que não é nada menos que a obrigação da empresa ter o mínimo de respeito com os consumidores. Mas mesmo assim... Obrigado, Sony.


Obviamente a vedete da conferência foi o PS4 e suas não-inovações salvadoras. Mas vários jogos também foram apresentados. Entre eles, podemos destacar Final Fantasy Versus XIII, Kingdom Hearts 3, Assassin's Creed IV: Black Flag (com umas travadas), Watch Dogs, Elder Scrolls Online, Mad Max, Killzone: Shadow Fall, Infamous: Second Son, Gran Turismo 6, Driveclub, GTA V, Batman: Arkham Origins e Beyond: Two Souls.

Se nos consoles, a Sony está indo muito bem por enquanto, nos portáteis não se pode dizer a mesma coisa. O Vita ganhou pouco destaque, teve apenas uma verdadeira novidade - Destiny - e vários ports de PS3. Uma boa notícia é a vinda de The Walking Dead pro pequeno nem tão notável da Sony. Vários jogos indies foram anunciados e a empresa demonstrou interesse em apoiar o mercado independente de games, seguindo a tendência da indústria.

Enfim, uma conferência muito importante, não só pelos títulos de peso que foram anunciados, mostrando uma line-up sólida para o PS4, mas também por causa da decisão da Sony de não mudar a política adotada nos últimos anos e continuar respeitando a liberdade do consumidor.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

E3 2013 - Ubisoft

A minha querida e amada Ubisoft, reconhecida por mim mesmo como grande campeã da E3 do ano passado - se é que existe isso - veio esse ano para brigar novamente pelo título. Logo de cara, a Ubi fez uma demonstração ao vivo de Rocksmith 2014 com o guitarrista do Alice in Chains. Just Dance 2014 também foi apresentado. Talvez a empresa esteja pensando em lançar ambos anualmente, o que eu não acho que seria uma boa ideia.

Alguns títulos de peso também foram mostrados, como Splinter Cell: Blacklist, prometendo melhorar ainda mais a franquia stealth; Rayman Legends, com uma aparência muito divertida e cativante, como não poderia deixar de ser vindo de uma série tão carismática; Trials Fusion, para consoles, e Trials Frontier, para celulares; Rabbids Invasion, com os coelhos que já viraram quase mascotes da empresa; e, claro, Assassin's Creed IV: Black Flag, que foi mostrado com trailers lindos, mas sem nenhum gameplay de verdade, o que é uma pena.

As atenções estavam voltadas para Watch Dogs e seu trailer vazado, mas o que realmente impressionou na conferência foram dois jogos inéditos: The Crew, um game de corrida com mundo aberto e o mesmo esquema de mistura entre single player e multi player introduzido pelo Need For Speed na conferência da EA; e The Division, um MMO pós apocalíptico com uma história maluca e muitos tiros. Confiram os trailers:



E isso foi tudo. Uma conferência bem sólida e com novidades muito bem vindas! A conferência da Sony acontece às 22h (horário de Brasília) e o resumão estará aqui amanhã!

E3 2013 - Eletronic Arts

A segunda conferência do dia foi da Eletronic Arts, e o problema é que grande parte dos jogos dela são anuais, então as surpresas e novidades são muito difíceis de aparecer por parte da EA. No entanto, a empresa conseguiu tirar alguns coelhos da cartola...

Talvez a grande surpresa da conferência foi Plants Vs Zombies: Garden Warfare. Mesmo eu, que não sou um entusiasta do jogo mobile, fui pego de calças curtas por esse anúncio. E a versão para consoles parece bem diferente do game monótono de celular. Fora essa pérola, a EA anunciou poucas coisas realmente diferentes.

Uma nova engine para seus jogos esportivos foi revelada mas não mudou muita coisa. O anúncio de FIFA 14, Madden, NBA e UFC não é surpresa para ninguém, e Battlefield 4 pode não ser anual mas já havia sido confirmado e a Microsoft já tinha mostrado o game também. Uma novidade interessante foi Need For Speed: Rivals. O jogo utiliza um conceito que parece ser a tendência da nova geração: a extinção da fronteira single player/multi player. Como os consoles tendem a estar o tempo todo conectados, os jogadores poderão, eventualmente, se encontrar acidentalmente no meio da jogatina e transformar a experiência solo em uma competição multi jogador.

A Eletronic Arts também mostrou Mirror's Edge 2, Star Wars: Battlefront e Dragon Age 2: Inquisition. No geral, a conferência foi bem magra mas não foi ruim.

E3 2013 - Microsoft

A conferência de abertura da E3 2013 foi realizada pela Microsoft. A empresa tinha muito o que explicar aos jogadores, e tentou esclarecer as questões que pairavam sobre o Xbox One. Carinhosamente - ou nem tanto - apelidado de Xone, o novo console da Microsoft ainda não provou o suficiente pra deixar os consumidores xonados.
O Xone vai custar US$499 na terra do Mickey, mas por aqui o console será vendido oficialmente por R$2199. A notícia boa é que o Brasil está entre os 21 mercados nos quais o Xone será lançado simultaneamente em novembro. Mas os donos do Xbox 360 não devem ficar tristes, pois a Microsoft promete apoio ao veterano por muito tempo ainda. Um novo modelo do 360 foi revelado e vai custar US$199 com 4GB e US$299 na versão de 250GB. 

O X360 teve alguns anúncios interessantes, dentre eles Dark Souls 2, World of Tanks, Max: The Curse of Brotherhood e Titanfall, que também será lançado no Xone. Mas a vedete da conferência, com certeza, foi o console novo. E não podia ser diferente. Envolvido em tanta polêmica por suas funções que não foram bem recebidas pelos fãs, o novo videogame da Microsoft veio para a E3 com a missão de mudar a má impressão que deixou e mostrar que pode competir na próxima geração.

A conferência foi bem sólida, mostrou jogos como Battlefield 4, Witcher 3, Dead Rising 3, Forza Motorsport 5, Sunset Overdrive, Quantum Break, D4, Minecraft para o Xone e um Metal Gear Solid V: Phantom Pain bastante promissor. Um dos destaques foi Halo 5:



Outro jogo bem interessante que chamou minha atenção foi Ryse: Sons of Rome. O game estará disponível no lançamento do Xbox One e é situado na antiguidade, fazendo alusões à franquia God of War. Porém a jogabilidade hack 'n slash de Ryse não é focada em apenas um personagem, e sim no exército. O clima do jogo também se assemelha muito ao do filme 300. Tudo bem que as culturas grega e romana são bem diferentes, mas ainda assim o game não deixa de fazer referência.



Mas a melhor ideia da conferência e, talvez, o melhor conceito de toda a E3 até aqui e uma das propostas mais inovadoras dos últimos anos foi o Project Spark. Não sei se ele vai funcionar tão bem na prática como na teoria, mas esse jogo permite que se crie um mundo com população, monstros, e vários elementos. É possível programar as ações desse universo e customizar várias coisas. É difícil explicar, mas vendo o vídeo dá pra ter uma noção mais clara:

Bom, o resumo da conferência da Microsoft foi esse. Ainda não estou empolgado com o Xbox One, mas achei as novidades muito boas e fiquei surpreso com algumas delas.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Píxels da Semana #138

Lá vem mais uma edição dos Píxels da Semana, a sessão de notícias do Boteco Gamer!

-Nintendo vai embolsar o dinheiro provindo da publicidade em vídeos de gameplays de seus jogos. Talvez seja um tiro no pé da Big N...

-Forza 5 será lançado junto com o Xbox One e está em desenvolvimento há 10 anos!

-Konami mostrou um vídeo pré-E3 com novidades para PES 2014, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, Castlevania Lords of Shadow 2, entre outros.

-Produtoras poderão bloquear venda de jogos usados de XOne. No entanto, as empresas ainda não se pronunciaram a respeito do assunto. O polêmico analista Michael Pachter defende que as produtoras não devem fazer isso, pois poderão sofrer retaliações e boicotes por parte dos consumidores.

-Microsoft disse que a E3 vai ser "só sobre games" e que eles terão mais exclusivos revelados na Gamescom, em agosto.

-Nintendo terá enxurrada de Zelda. Além de A Link to the Past 2, para 3DS, o Wii U receberá um remake de Wind Waker e um inédito que promete ter "inovações inesperadas".

Lançamentos da semana
Playstation 3
-Remember Me

Xbox 360
-Remember Me
-State of Decay

Vita
-Limbo
-Cardboard Castle
-Quell Memento

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Review #53 - Borderlands 2

Mais uma vez. Dessa vez sem falhas! Hoje vamos a review de um jogo até bem famoso. Vamos tratar de um jogo de uma franquia nova, porém já consagrada. Vamos falar de Borderlands 2!!

Ficha Técnica:

Produtora: Gearbox Software
Distribuidora: 2K Games
Gênero: FPS / RPG
Data de Lançamento: 18 de Setembro de 2012
Plataformas: OS X, X360, PS3 e PC

Apresentação: 9,5
Enredo: 8,0
Gráficos: 10
Som: 9,0
Jogabilidade: 10
Diversão: 10
Replay: 9,5


NOTA: 9,5


Borderlands 2 é um jogo interessante. Lembram-se da minha primeira review aqui no Botaco Gamer? Pois é, era sobre Fallout: New Vegas. Borderlands é um jogo bem parecido, um RPG com First Person Shooter. Isso o torna um jogo interessante com características específicas que serão tratadas mais tarde.

Os menus são intuitivos, simples e fáceis. Você liga o game e ele é bonito por si só. O enredo fica em segundo plano. Tratado rapidamente com poucas cutscenes. Não há nada de muito envolvente em Borderlands 2, fora uma ruiva muito gata.


Os gráficos são sensacionais. Os desenhos são bem "sujos" de tão cartunizados, mas o jogo possui algumas paisagens extremamente belas. São um ponto forte assim como o som. Esse que é envolvente. Os efeitos sonoros são demais e totalmente bem colocados. Só ponto negativo para a dublagem que, para mim, deixou a desejar.

A jogabilidade é simples, intuitiva e frenética. Quando juntam 350.567 inimigos na tela de uma só vez não há o que fazer além de atirar como um louco e esperar pela morte de todos. Além disso, há três árvores de habilidades para o personagem além de um arsenal completamente, magnificantemente e assustadoramente grande de armas com os efeitos mais brisados possíveis.


Sem dúvidas é um jogo que vai prender a sua atenção por muito tempo. Joguei ele no OS X e achei sensacional. Talvez seja até melhor nos consoles (salvo os gráficos), mas não vou comprar pra saber. Sem dúvida é uma aquisição que vale muito a pena para quem curte um bom RPG ou um bom FPS.


Essa foi a (curta) review do Borderlands 2. Espero que tenham gostado e até a quinzena que vem. Até mais!!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Bate Papo #4 - Pablo Miyazawa


Pablo Miyazawa é o homem que revolucionou o chamado “jornalismo de games” no Brasil. Numa época em que esse gênero nem engatinhava, ele desbravou novas possibilidades através da primeira revista oficial do país. Graças ao veículo para o qual trabalhou no começo da carreira, pôde cultivar um público leitor que cresceu com seus textos. Hoje, Pablo Miyazawa é o editor-chefe da edição brasileira da revista Rolling Stone e um dos jornalistas mais respeitados em sua área. Já escreveu para publicações como a Folha de S.Paulo, EGM Brasil, Nintendo World, Herói, Clube, além de vários sites e blogs.

É verdade que você estava em dúvida entre jornalismo e agronomia ao escolher que faculdade fazer?
Na verdade, foi uma dúvida que passou pela minha cabeça no ano em que eu tive que escolher a carreira para prestar o vestibular. Eu sempre quis fazer jornalismo. Meus pais se conheceram na faculdade de jornalismo. Nunca exerceram, mas eu tenho toda uma história relacionada à comunicação em casa, pois meu pai trabalhou numa editora, então sempre tive contato com livros, revistas, imprensa... Eu nunca tive dúvidas de que queria jornalismo. Mas quando chegou o momento de escolher o que eu ia prestar, resolvi pensar melhor, ver se não havia alguma outra coisa legal. Eu estava em crise. Não de achar que jornalismo não fosse bom, mas que talvez eu devesse fazer outra coisa. Como eu sempre fiquei com a ideia fixa do jornalismo, eu nunca questionei isso até a hora de ter que escolher. Mas eu não tinha nenhum contato com o mundo da agronomia, salvo umas viagens ao interior pra visitar a família, então pensei que pudesse ser divertido estudar em Piracicaba. Mas passou, foi uma dúvida que me acometeu só por alguns dias. O jornalismo sempre fez parte da minha vida, trabalhei em banca de jornal... O jornalismo me escolheu, na verdade. Eu só coloquei essa dúvida na minha cabeça pra ter mais um pouco de certeza que realmente o meu negócio era com jornalismo. E acabou sendo mesmo.

Principalmente no começo você trabalhava com videogames. Quando surgiu esse interesse pelos jogos?
Minha relação com videogame é diferente. Acho que todo mundo teve essa fase de jogar muito videogame a partir dos 6 ou 7 anos de idade. Eu sempre joguei muito, era o que eu mais gostava de fazer. Eu nunca tive os videogames que eu queria ter, tive o Atari muito atrasado; o Nintendo quando já estava surgindo o Super Nintendo e o Mega Drive, então eu sempre fui meio atrasado. Mas eu sempre gostei de jogar, era o que eu mais gostava de fazer. Até meus 13 anos de idade eu só queria saber de videogame. Mas lá pelos 13, 14 anos eu comecei a ouvir rock e me interessar por música. Vendi meu videogame e comprei um contrabaixo elétrico, montei uma banda e só queria saber de rock. Parei de jogar videogame mesmo. Foram uns 4 anos que eu não joguei, tava muito por fora e nem me interessava em saber o que estava acontecendo. Foi na época em que o Playstation foi lançado. Eu trabalhava numa loja de CDs na época em que eu comecei a faculdade e estava interessado em música. Até que comecei a trabalhar na Gradiente atendendo telefonemas e dando dicas sobre jogos, sobre como passar das fases. Era um emprego bem interessante, muito mais pelo ineditismo da coisa do que pelo fato de ser com videogames.

E como foi o começo da sua carreira no jornalismo?
Eu estava me afastando do jornalismo naquele momento, mas eu não me importava muito, afinal naquela época – 1996 ou 1997 - a pressão para o estudante conseguir um emprego na área não era tão grande. A internet estava surgindo no Brasil e as oportunidades estavam aí. Eu não me preocupava muito não estar trabalhando no jornalismo, mesmo porque eu nunca tinha tido um emprego na minha área. Meus amigos da faculdade estavam começando a trabalhar em rádio, assessoria, jornal; e eu estava lá dando dicas de videogame. Mas foi por causa disso que eu consegui o meu primeiro emprego no jornalismo, pois eu estava lá [na Gradiente] quando surgiu a ideia de se lançar a revista oficial da Nintendo no Brasil. Eu, como estudante de jornalismo, fui uma escolha óbvia para colaborar com a revista que estava sendo criada numa parceria entre a Gradiente e a Editora Acme. Quando a coisa se tornou séria, eu comecei a pensar em trabalhar lá, afinal seria a chance de finalmente atuar na minha área. Eu não fui pra lá só porque era uma revista de games, eu simplesmente queria trabalhar como jornalista. O dono da Editora Acme era o André Forastieri, um jornalista que eu já admirava, e ele me contratou. Eu acabei entrando no jornalismo de games sem um plano, pois não existia jornalismo de games na época. Era uma coisa totalmente alternativa. Mas pra mim, que estava trabalhando atendendo telefonemas, era muito melhor escrever sobre algo que eu gostava e entendia. Portanto eu acabei começando no jornalismo numa área que não existia oficialmente no Brasil. O jornalismo de games era uma coisa ainda embrionária, não havia mercado, os leitores eram basicamente crianças que jogavam e quem fazia as revistas eram jornalistas experientes que não necessariamente se interessavam por jogos. Eu entrei como um especialista e dei muita sorte por começar em uma área nova e bastante divertida. O jornalismo de games antes consistia apenas de dicas e as revistas eram quase catálogos de publicidade. Nós começamos a introduzir matérias e uma linguagem mais jornalística. Isso foi minha maior escola.  Eu aprendi jornalismo fazendo jornalismo.

Você acha que o jornalismo de games é muito controlado pelas empresas de tecnologia?
Na Nintendo World, era bastante, pois ela era a revista oficial da marca Nintendo. No começo, tudo o que a gente fazia, escrevia ou colocava na capa passava pela aprovação da empresa. De certa forma, isso foi bom, pois me ajudou nos meus empregos futuros com revistas licenciadas, como foi o caso da EGM Brasil e atualmente da Rolling Stone. No caso da NW, a gente fazia de tudo para que ela não parecesse um catálogo da empresa, mas tínhamos que trabalhar subjugados às exigências da Nintendo. Houve momentos em que tivemos que mudar algumas coisas, como determinadas notas ruins para algum jogo ou uma capa que mostrava um personagem apontando uma arma para o leitor. Quando eu fiz a EGM, havia mais liberdade, pois ela não tinha ligação direta com nenhuma empresa. Mas a revista tinha seus anunciantes e já tivemos que lidar com a situação de dar uma nota ruim para um jogo que estava fazendo propaganda na revista. Mas, felizmente, nunca tive problemas de censura, de ter que alterar alguma coisa. Essa é uma questão que está no jornalismo como um todo, não só na área de games, e faz parte do trabalho do jornalista contornar isso para não enganar o leitor.

Você está empolgado com a nova geração de consoles?
Ah, na verdade desde a geração passada, na qual o Wii tomou um rumo diferente dos outros, a briga perdeu um pouco da graça pra mim. Eu sempre acompanhei de perto a empresa pelo fato de eu ter uma relação com ela, ter trabalhado lá. Sempre enxerguei a Nintendo com outros olhos, com uma visão mais pessoal. Quando eles optaram por seguir um caminho alternativo por saber que seria difícil brigar com os concorrentes em hardware, eu entendi que ela não servia mais pra mim como consumidor. Os jogos do Wii já não me interessam tanto quanto os de outros consoles já chegaram a me interessar. Nesse momento, eu perdi um pouco a conexão com a Nintendo. Passei a enxergá-la como uma alternativa, que tinha, obviamente, méritos, mas que não era pra mim. Eu tive que vencer um pouco o meu conceito com relação à Nintendo e acompanhá-los de longe. Então, o Wii U, dando continuidade a esse processo, continua sendo algo distante.Eu entendo que eles não vão voltar a brigar diretamente com a concorrência, pois não querem, não conseguiriam e têm um público gigante para explorar com jogos casuais. Para mim, é um pouco frustrante, pois eu sempre fui muito partidário da Nintendo, e queria que ela sempre progredisse, vencesse e que fosse aceita pelos hardcore gamers.Quando eu vi que isso não ia acontecer e que a Nintendo não era mais pra mim, eu me desiludi um pouco da guerra dos consoles. Passei a enxergar o Xbox e o Playstation como máquinas. Eletrodomésticos que servem para tudo: jogar, assistir filmes... e então eu perdi um pouco da paixão pelos consoles. Isso coincidiu com a minha saída do jornalismo de games e entrada na Rolling Stone.

Como foi sair do universo dos jogos ao entrar na Rolling Stone?
Eu pude começar a enxergar o mercado de games do lado de fora e tentar entender pra onde ele vai, de uma maneira muito mais teórica do que prática. Pra mim, o PS4 e o Xbox One são apenas máquinas novas. O que me interessa é saber pra onde vão os games, como as pessoas vão interagir com eles e qual o papel que os videogames terão. O engraçado é que hoje eu jogo muito mais; tenho muito mais contato com os jogos novos; faço questão de experimentá-los e não apenas falar sobre eles. Agora eu voltei a ser apenas um jogador. Não estou preocupado com qual console vai vencer a guerra, pois sempre terão máquinas novas e nós estamos à mercê das empresas. Mas o legal é que hoje existem alternativas, como as plataformas de celular, os jogos sociais... eles são games também. A gente fica muito atrelado aos formatos antigos dos consoles, mas eles são só mais um galho de uma floresta inteira. O mercado de games não é só isso. Hoje, todo mundo joga Candy Crush, Farmville, World of Warcraft, que não dependem de console nenhum. Eu estou muito mais preocupado com o todo. Pra onde vai? Estamos na geração Angry Birds, em que donas de casa jogam Candy Crush o dia inteiro. Não dá pra dizer que isso não é videogame. É que nós somos muito conservadores quanto a isso. Acho que olhar só a guerra dos consoles limita um pouco. É legal, claro que eu vou estar de olho na E3, mas estou me tornando cada vez mais um consumidor, e não um jornalista de games.

Hoje você trabalha numa revista de música. Que bandas ou artistas você gosta de ouvir?
Como a Rolling Stone tem uma aura de rock n’ roll embutida desde que ela surgiu, subentende-se muito que é uma revista apenas de rock. Mas meu próprio chefe diz que eu não tenho que fazê-la para mim, e sim com uma visão mais ampla. Eu ouço um pouco das coisas que saem, mas também as que eu sempre gostei. Sou um pouco conservador em relação a músicas novas. Tenho preguiça de procurar bandas novas. Eu cresci na época do Nirvana, também gosto do rock alternativo que surgiu mais pra frente. Acho que continuo meio atrelado a essas coisas. Claro que também ouço bandas dos anos 60 e 70, heavy metal... é lógico que eu não fecho os meus ouvidos para coisas novas que estão surgindo, mas não tenho essa necessidade de ficar procurando por elas. Eu ainda escuto muito o que eu gostava na adolescência, e não tenho vergonha de dizer isso. O fato de ser editor da revista implica que se conheça muito, mas não é exatamente assim. Não tem como acompanhar essa gente que fica o dia inteiro ouvindo música. Eu não posso ficar de fone no trabalho por exemplo. Eu ouço no meu ritmo.

E afinal, o jornalismo valeu a pena ou preferia ter ido para agronomia?
Com certeza, valeu. Sou grato por tudo o que sou hoje ao jornalismo e aos veículos que eu abracei. Acho que nem fui tão jornalista, mas mais um editor. Fui um formatador de conteúdo pra certos públicos. Existe o repórter, o jornalista nato, que trabalha em jornal, é curioso, escreve sobre tudo... eu nunca me fechei, mas tive muita sorte de sempre trabalhar com coisas divertidas que eu gostava. Não fui obrigado, felizmente, a escrever sobre economia, política... eu me interesso por esses assuntos no âmbito pessoal, mas é lógico que prefiro escrever sobre música, games, cinema, coisas que mexem comigo. Não sei o quão jornalista eu sou, ou se só estava no lugar certo, na hora certa. Sempre abracei novos projetos, e com isso as portas se abriram. E hoje eu estou aqui. Mas eu ainda penso em um futuro fora do jornalismo. Acho que algumas pessoas vestem a camisa e são jornalistas pra sempre, e outras veem o jornalismo apenas como uma fase da vida. No meu caso, uma fase de quase 20 anos. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Checkpoint #40

Olá, botequeiros! Ontem não tivemos postagem por um motivo muito nobre, e graças a esse motivo o post de amanhã será bastante especial. Preparem-se! Mas hoje, é a hora da sessão mensal de avisos do blog!

-Não deixem de escutar e baixar o CD demo da banda DustUp!

-Sigam o Boteco Gamer no twitter e curtam no facebook!

-Parece que a enquete andava dando problema e ninguém conseguia votar. Eu mesmo tentei e não consegui. Mas vamos tentar de novo. A pergunta do mês é bem direta: qual console vocês preferem entre Wii U, PS4 e Xbox One?

Destaques de maio

Até o próximo checkpoint!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Píxels da Semana #137

Extra, extra! Lá vem as notícias quentinhas do mundo dos games!

-Amazon listou Dragon Age III: Inquisition como exclusivo do Xbox One, assim como Mirror's Edge 2!

-Alexey Pajitnov, criador de Tetris, fez um game para iOS: Marbly!

-Porta-voz da Microsoft, Major Nelson, está preparando um guia de respostas sobre as perguntas frequentes acerca do Xbox One. Parece que a empresa está preocupada em limpar a imagem negativa do console...

-Xbox One começou a ser desenvolvido em 2010!

Lançamentos da semana
Playstation 3
-Fuse
-Grid 2
-Mountain Crime: Requital

Xbox 360
-Fuse
-Grid 2
-CastleStorm
-Avatar Mayhem

3DS
-The Denpa Men 2: Beyond the Waves

Vita
-Soul Sacrifice: Headless Knight and Starved Citizenry

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Minha vida com o Nintendo 64 - Parte 10: Os anos hipócritas sem ligar para videogames (e a redescoberta dos mesmos)

Como vão vocês meus amigos botequeiros! Nos encontramos aqui mais uma vez em mais esse capítulo de um Minha vida com o Nintendo 64 (tá acabando, eu juro!)! Se você tá perdido e nem sabe do que que eu tô falando, acompanhe desde a primeira parte!

O título desse texto pode parecer agressivo, mas é bem assim que eu considero esse período da minha vida (em se tratando de videogames). Como eu já disse no fim da parte 8, eu parei de jogar com frequência e acompanhar notícias de games por pura e simples vergonha de ser gamer. Claro, não considero esse período da minha vida um desastre inútil que não gostaria de ter vivido, muito pelo contrário, até porque essa babaquice que eu fiz me tornou uma pessoa melhor (e me fez enxergar e curtir coisas que eu pouco ligava antes). Foi nessa época que eu comecei a curtir música pra valer, virei fã das bandas que sou fã hoje em dia, passei a ligar para como eu me vestia, aprendi a tocar baixo e formei uma banda, além de um monte de coisas que se eu ficar enumerando o parágrafo nunca acaba. Mas o pior de tudo era: eu curtia games. No fundo, eu ainda curtia. Mas pra mim, na minha mente de 14 anos, era algo de um passado obscuro meu.
(Pequeno detalhe que esqueci de mencionar: em Dez/2008 o Pedro, meu primo, comprou um Wii, desejo meu de anos, o qual tive muitas oportunidades de ter, mas nunca realizei. Como era uma chance de jogar Wii com mais frequência, 2009 foi também o ano de jogar Wii. Escondendo de todo mundo, claro).
Olha só como eu era hipócrita, dizendo que tava pouco me ferrando pra games, mas zerando Zelda Twilight Princess em Julho/09:

Observe que o 64 do Pedro está ali
Eu não ligava mais pra notícias de games, tinha esquecido absolutamente tudo sobre os consoles, sobre o mundo dos games, sobre o mercado, não comprava mais jogos... tudo. Mas chegava sábado eu tava lá jogando Wii Music, Zelda TP, Super Mario Galaxy, Super Smash Bros. Brawl e por aí vai. Esse ano em particular, se não me engano, o 64 foi jogado pouco por causa do Wii do Pedro. Se não me engano, até meu DS ficou jogado de lado (eu digo só "se não me engano" porque era costume eu levar toda segunda-feira à noite, hora estipulada pela família da minha mãe pra se encontrar semanalmente, pra jogar com meus primos Danilo e Giovanna, coisa que eu fiz até ano passado). Mas ainda sim, de vez em quando a gente ligava o 64 pra jogar um Mario Party.

Eu e Pedro, provavelmente jogando Zelda Twilight Princess. Segunda
metade de 2009
Pouco tempo depois dessa foto, o Pedro se mudou pro Rio de Janeiro. Aí que eu parei de jogar videogame com frequência de vez. Ainda assim, consegui zerar Zelda TP, juntando as minhas idas até lá e as vindas dele até cá.
A partir desse momento, meu foco se voltou drasticamente à Internet e tudo que é possível fazer através dela. Em Julho daquele ano assinamos nosso primeiro plano de banda larga, o que me deixou alegre demais (imagine, né). Meu 64 ficou triste e solitário, o do Pedro só era jogado por mim em momentos de tédio sozinho na minha avó (ele deixou aqui em SP, mais tarde ele levou com ele pro RJ).
Meu lado gamer foi indo assim, eu achando que nunca mais ia me voltar para ele de novo... Até 2010. Em 2010 eu acabei conhecendo o Felipe, um amigo meu japonês (que mais tarde se tornou baterista da minha banda) que era (é) meio viciado em games. Por acaso, ele e o Cadu (o guitarra da minha banda, mais conhecido por vocês como o redator gay que escreve quando eu não escrevo) resolveram jogar Pokémon Black/White nas férias de Julho. Além disso, tinha ouvido uns comentários de umas crianças da perua que eu voltava pra casa sobre um tal de DSi XL, que era um DSi imenso e estranho. Com isso, voltei meus olhos ao meu DS, peguei meu cartucho de Pokémon Pearl, joguei um pouco... E pensei: "Meu Deus, que porcaria de besteira foi essa que eu fiz!? Nunca deveria ter parado de ligar para games...".
A volta foi meio lenta, tive que me atualizar sobre todo o mundo dos games (e da Nintendo), principalmente em descobrir o que raios era aquele tal de DSi XL. Também por acaso, a infância do Felipe foi também regada de Nintendo 64. Isso reacendeu minha vontade de jogar o console, o qual acabei tirando o pó e zerei Zelda Majora's Mask pela segunda vez. Passamos a combinar de juntar nossos objetos, ele com o console e eu com os jogos/controles, pra jogar em multiplayer na casa do Cadu (e mostrar o quão daora era Super Smash Bros., que fez o Cadu comprar um Wii só pelo Brawl).

Esse é o 64 do Felps rodando Banjo-Kazooie num dos sleepovers
na casa do Cadu (2011)
E não foi só com meus amigos, eu voltei a ligar pra videogames pra valer mesmo! Como já postei aqui antes, eu comprei uma camiseta com a Hyrule Crest de The Legend of Zelda (na verdade pedi pro chefia André comprar pra mim... Aliás, se não tivesse voltado a ligar pra games não estaria escrevendo aqui e nem conheceria o chefia!), uma da Nintendo, comprei jogos novos (Zelda Spirit Tracks, pra DS)... incluindo jogos de 64! Sim, fui na Santa Ifigênia em 2011 atrás de uma peça de notebook e acabei voltando com isso:

Sim, junto comprei um Rumble Pak (que tô começando a achar que eu
quebrei sem querer ao descobrir que é um "Rumble-Memory Pak"...)
E assim voltei a jogar videogames. E olha só, estamos chegando já ao fim dá serie! Achou que ia acabar no 10, né? Han han... Quase lá, a parte 11 tá aí pra isso (considere como um bônus!)! Vejo vocês daqui duas semanas!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Review #52 - Tom Clancy's Splinter Cell: Conviction

O Boteco Gamer ficou um tempinho sem reviews, mas agora a seca terminou e aqui está mais um!
Ficha técnica
Produtora: Ubisoft
Desenvolvedora: Ubisoft Montreal
Gênero: Stealth Action
Data de lançamento: 13 de abril de 2010
Plataformas: Xbox 360

Apresentação: 10,0
Enredo: 9,5
Gráficos: 9,0
Som: 10,0
Jogabilidade: 9,0
Diversão: 10,0
Replay: 8,0
NOTA: 9,0

Sam Fisher é um ex-agente do Third Echelon e, como podemos ver em outros games da série, ele era o melhor no que fazia. Depois de tentar sair desse mundo, vê sua filha morta e descobre que não foi por um simples acidente. O jogo inteiro é levado mais pela emoção do que pela razão, pois Sam não é mais apenas uma máquina de matar, e sim um homem - e um pai - em busca de respostas. E ele não se importa com os meios para consegui-las.

A trama, no entanto, não se limita a isso. Ao longo da narrativa, Fisher vai reunindo as peças do quebra-cabeças e percebe que está envolvido em uma conspiração muito maior do que imaginava. Com uma história envolvente, um personagem perturbado e muita ação, Splinter Cell Conviction dá um novo gás à franquia após o fracasso de Double Agent com tudo o que um bom game stealth precisa ter.
Os gráficos são muito bonitos e a dublagem é extremamente bem-feita, garantindo uma boa imersão  no universo de Tom Clancy. Vários diálogos pipocam no meio da ação e alguns real time events bem pontuais dão um tom cinematográfico às cenas. A principal mudança em relação ao antecessor foi na jogabilidade, um ponto fundamental para um game do gênero.

Os comandos respondem muito bem, mas eu senti falta de um sistema de trava de mira em algumas partes. Nada que atrapalhasse, mas quando as coisas esquentam e os tiroteios ficam frenéticos, a mira simples nem sempre dá conta do recado; principalmente no modo realistic, que garante um desafio muito recompensador.
Em cada fase, é necessário invadir e se infiltrar em lugares cada vez mais inóspitos, e ser visto pelos inimigos pode ser fatal, pois a resistência do protagonista não é absurda como em alguns jogos. Mas com um pouco de estratégia, poucos tiros bem colocados e investidas bem calculadas, é possível tornar-se praticamente um fantasma, deixando os inimigos desnorteados e criando cenas incríveis de puro stealth.

À medida que a história vai se desenrolando, os oponentes tornam-se cada vez mais resistentes, e nas últimas fases é praticamente impossível aniquilar um mero vigilante com apenas um tiro, mesmo que na cabeça. Os equipamentos de Fisher também vão sendo aprimorados ao longo do jogo e as granadas, pulsos eletromagnéticos e bombas de luz revelam-se acessórios indispensáveis.
Quando Sam acaba com um inimigo no mano a mano, ganha o direito de marcar de 2 a 4 outros vilões e executá-los com apenas um botão, o que parece desnecessário no começo mas vai ficando cada vez mais útil. Suas habilidades de parkour, mesmo que não tão desenvolvidas quanto às de seus colegas Ezio, Altaïr e Connor, ajudam muito em infiltrações mais silenciosas.

Uma das séries mais tradicionais do gênero stealth voltando com tudo após uma bola fora; é esse o marco de Splinter Cell: Conviction, que traz à tona o lado humano de Sam Fisher em uma trama envolvente, cheia de reviravoltas e, acima de tudo, profunda.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Píxels da Semana #136

Pessoas e pessôos, senhoras e senhores, eis as últimas notícias dessa semana tão importante!

-A Microsoft realizou o anúncio do Xbox One, e com ele vieram muitas dúvidas a serem esclarecidas. Ao que parece, o console terá que se conectar à internet pelo menos uma vez a cada 24h, os jogos serão obrigatoriamente instalados no HD e será necessário pagar uma taxa para jogar games usados.

-A boxart dos jogos de XONE (ou Xbone, que fica menos bizarro) será assim:
-Um hacker alegou que havia exposto as senhas dos usuários da Xbox Live, mas a Microsoft negou que tenha acontecido qualquer problema. Por via das dúvidas, é altamente recomendável que se troque as senhas da Live!

Lançamentos da semana
Wii U
-Resident Evil: Revelations
-Sniper Elite V2
-LEGO Batman 2: DC Super Heroes
-Fast and Furious: Showdown

Playstation 3
-Call of Juarez: Gunslinger
-Resident Evil: Revelations
-Fast and Furious: Showdown

Xbox 360
-Call of Juarez: Gunslinger
-Resident Evil: Revelations
-Fast and Furious: Showdown

3DS
-Donkey Kong Country Returns 3D
-Fast and Furious: Showdown
-Groove Heaven

Vita
-Ratchet & Clank: Full Frontal Assault
-Men's Room Mayhem

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Review #51 - Injustice: Gods Among Us

Pois é galera. Depois de um longo inverno, as reviews estão de volta no Boteco Gamer. Com jogos interessantes para serem tratados por quem vos escreve. E hoje será tratado um game que foi uma grata surpresa para mim. Esse é o Injustice: Gods Among Us!! Vamos lá!

Ficha Técnica:

Produtora: NetherRealm Studios
Distribuidora: Warner Bros. Interactive Entertainment
Gênero: Luta
Data de Lançamento: 16 de Abril de 2013
Plataformas: X360, PS3, WiiU e iOS

Apresentação: 9,5
Enredo: 9,5
Gráficos: 10
Som: 9,0
Jogabilidade: 9,0
Diversão: 10
Replay: 8,5

NOTA: 9,0



Jogos baseados em filmes são normalmente ruins se formos voltar na nossa história dos games. Mas Injustice foi uma surpresa sensacional! O game é incrivelmente bom e com pontos positivos muito claros.

O jogo é inteiro em português nacional, começa por aí. Os menus são todos em português, sendo todos muito intuitivos e sem preocupação para quem está pegando um game de luta pela primeira vez.


Um ponto alto, sem dúvida alguma é o enredo do game. Ele gira em torno da sede de poder que o Superman acaba adquirindo graças às ações do Coringa. Nisso é formado um grupo de resistência liderado pelo Batman para ir contra a tirania do super herói mais super que existe. O enredo passa por muitos personagens do game e proporciona cenas sensacionais.

Os gráficos são absurdamente sensacionais! Cada polígono do game te deixa de queixo caído com o poder gráfico alcançado para um jogo ainda dessa geração. Pegando carona nesse quesito, o som do game é de se admirar. A dublagem é em português, mas os produtores tiveram a manha de chamar os verdadeiros dubladores dos personagens em seus desenhos e filmes. Fazendo da dublagem a melhor (em português) que eu já vi em um jogo.


A jogabilidade segue o estilo da do Mortal Kombat. Eu esperava um gameplay totalmente cadenciado e lento, mas o que eu tive foi um gameplay bem fluido e com uma interatividade fora do comum. Tudo no cenário pode ser utilizado e de formas diferentes dependendo do personagem que foi pego.

O jogo é divertidíssimo na sua campanha e ela deixa um gosto de: "Acabou?" quando você termina. O final deixa a brecha para uma possível sequência de um game que superou todas as minhas expectativas.


Então é isso aí. Essa foi a review do Injustice. Espero que vocês tenham curtido e eu vou tentar não falhar como falhei na quinzena passada. Até mais!!!


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Microsoft revela Xbox One!

Ontem, em um evento na sede da Microsoft, nos Estados Unidos, a empresa finalmente mostrou ao mundo o lado verde da força na próxima geração de consoles: Xbox One!
A Microsoft pretende unificar a experiência de games, filmes, música, TV e internet em um mesmo aparelho e, para isso, vai lançar um verdadeiro centro multimídia. Pelo menos, essa é a premissa do Xbox One: concentrar toda a diversão da sua sala em apenas um produto. A grande questão a respeito do novo console da Microsoft é: será que ele faz várias coisas além de rodar jogos ou será que ele roda jogos além de fazer as outras coisas?

O que eu quero dizer é o seguinte: não há nada de errado em um console que integre vários aparelhos em um só, muito pelo contrário. Isso é bom, e acaba servindo como atrativo. O objetivo principal, entretanto, sempre será ser um console de videogame, portanto é necessário que ele tenha condições de cumprir essa meta primária. Não adianta ser uma ótima plataforma de música e filmes se não for um ótimo videogame antes de mais nada.
Ainda não temos muitas informações a respeito do videogame Xbox One, mas já se sabe que ele será o melhor meio para se assistir aos jogos da NFL graças ao comando de voz e interatividade. Esses, aliás, são dois dos trunfos do aparelho. O novo Kinect será obrigatório para o funcionamento do Xbox One - a Microsoft não esclareceu se o console terá de ficar online o tempo inteiro como os boatos sugeriam - e trará muitas melhorias.

Enquanto o Kinect do X360 se limitava à captação de gestos simples e comandos de voz pré-determinados, o aparelho evoluiu para o One e promete reconhecer com precisão cirúrgica cada dobra de roupa dos jogadores, cada movimento de seus corpos, expressões faciais e cada palavra de até seis jogadores simultaneamente - e tudo isso no escuro, graças a uma espécie de visão noturna!
Segundo a Microsoft, o Xbox One não precisará ficar o tempo todo conectado, mas vai necessitar de uma conexão com a internet. Mesmo que essa conexão caia, ainda será possível jogar ou assistir TV, por exemplo. Ou seja, ainda não ficou bem claro como funcionará esse aspecto, mas é bem provável que isso tire bastante a liberdade dos jogadores. Os games terão de ser instalados no console obrigatoriamente, e esse é um outro ponto negativo.

Caso você queira jogar seu game no console de um amigo, ou você terá que entrar na sua conta, ou  terá de pagar uma taxa de cerca de 50 dólares para instalar o jogo em outro videogame. Isso pode ser o fim da linha para quem gosta de comprar jogos usados ou trocar os que tem. De acordo com a Microsoft, haverá meios para trocar ou revender os discos, mas ela ainda não esclareceu como isso poderá ser feito sem o pagamento da taxa. Eu suspeito que será necessário desinstalar o jogo do seu console para vendê-lo.

Essa é a "applezação" da indústria de games. Com isso, os jogadores terão muito menos liberdade, e talvez essas mudanças não sejam para o bem dos consumidores, e sim para o bem das empresas. Ainda existem muitas informações mal esclarecidas, e muito vem surgindo em sites de notícias. Vamos esperar a E3, no mês que vem, para tentar entender tudo sobre o Xbox One!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Deja Vú #58 - The Legend of Zelda

Hoje, falaremos de um jogo bem antigo que marca o início de uma das séries mais brilhantes da atualidade, The Legend of Zelda, o primeirão.



Com essa caixa meio zuada e o clássico cartucho dourado, nascia, no saudoso Nintendinho, um dos carros chefes da Nintendo e, provavelmente, a melhor série dela atualmente. O Action-adventure lançado em 1986 foi uma revolução por ser o primeiro game a incluir uma bateria para salvar o game e poder voltar outra hora sem perder tudo (lembra quando você morria no Super Mario Bros. e tinha que começar tudo de novo?). Além disso, inovou, quebrando, junto com Final Fantasy, um paradigma daquela época de que os jogos precisavam ser curtos para ser possível termina-los em apenas uma jogatina. E a ultima novidade que é realmente importante é a fusão de gêneros. Já havia muito tempo que os jogos eram definidamente de um estilo. Ou plataformer ou RPG ou esportes, etc... TLoZ foi o primeiro a juntar 3 gêneros. Ação, aventura e uma pitada considerável de RPG. Ação por conta das batalhas com os inimigos, aventura por conta das idas e vindas de Link pra ir de dungeon em dungeon e RPG por que você começa bem noobão com uma espada de madeira  e no fim do jogo é possível ter um boomerang, um arco e flecha, um cajado, uma espada muito melhor que a inicial e mais corações que no início entre vários outras melhorias que são conquistadas com muita exploração. Entretanto, diferentemente de Super Mario World por exemplo, o primeiro Zelda não envelheceu bem...


4 imagens juntas mostrando quatro momentos diferentes de gameplay em partes diferentes do mapa

Não é no lado técnico porque seria idiota pedir bons gráficos para os padrões atuais, e até porque, algumas especificidades são boas mesmo hoje em dia. A clássica música do Hyrule Field ainda soa bem, ainda mais no nostálgico 8-bit. O aspecto gráfico apresenta um grau de detalhamento gigantesco para a época. Existem bastante cores e os bosses são realmente um show a parte. Os jovens que estavam assustados com o acidente nuclear de Chernobil que tinha acontecido naquele ano devem ter esquecido dos problemas quando viram aqueles chefes coloridos e difíceis de matar. Isso é algo que a serie mantem ate hoje. Os chefes são problemáticos ate você achar o ponto fraco deles. Agora a parte ruim. Jogos como Mario envelhecem bem porque não se precisam lá pensar muito para jogar. Afinal, você nasce na esquerda e tem que chegar na direita. TLoZ, entretanto é um jogo muito, mas muito mais complexo que plataformers daquela época. E ainda assim, você é jogado aos lobos logo no segundo mapa. Antes de começar a pegar o jeito, devo ter morrido umas 15 vezes, sem exagero. Além disso, os upgrades estão espalhados pelo imenso mapa e não tem nenhuma dica sobre onde você deve pega-los. Isso ocorre pelo fator limitante daquela época, a memória. Não se tinha espaço para colocar diálogos e placas. Aqui cabe uma ressalva. Eu acho o tanto que os videogames levam os jogadores pela mão hoje em dia um exagero. Entretanto, isso é muito melhor que antigamente. Ser jogado aos Octoroks assim que você começa o jogo não é legal. =(



Pra encerrar. Apesar de todos os problemas técnicos que incomodarão um jogador acostumado aos jogos de ultima geração e a dificuldade bem maior do que a dos games atuais, vale a pena jogar esse jogo se você gosta da série. É muito legal perceber que apesar dos anos, muitas mecânicas se mantiveram e a sensação de quando se está no jogo é a mesma de jogar Skyward Sword. Numa época onde os jogos ainda eram uma industria bem menor, a imprensa especializada quase inexistia. Desse modo, só temos reviews contaminados pela visão atual. Essas são um 9 da IGN, um 7,2 da Gamespot e um 8,3 da Gamerankings além de um 8,9 de média do público.

Fui!

sábado, 18 de maio de 2013

Píxels da Semana #135

O Boteco Gamer tarda, mas não falha. Aqui estão as notícias e os destaques da última semana no mundo dos games!

-Comemorando os 15 anos da série, Sony lança trailer de Gran Turismo 6:



-No dia 21 de maio, terça feira, a Microsoft deve revelar o próximo Xbox. Rumores já apontaram vários codinomes para o console, como Durango, Infinity, Xbox 720 e Stingray. Segundo o The Verge, o sucessor do X360 será menor, mais denso e significativamente mais barato que seus concorrentes. Vamos esperar pra ver...

-Nintendo anuncia o novo game exclusivo do Wii U e 3DS: Sonic Lost Worlds. Quem viveu nos anos 90 nunca imaginaria isso...

-New Super Luigi U será lançado como DLC de NSMBU, mas não será necessário ter o game para baixar o software!

Lançamentos da semana
Playstation 4
-Metro: Last Light
-Dust 514

Xbox 360
-Metro: Last Light

3DS
-The Starship Damrey
-Dress to Play: Magic Bubbles!
-Bowling Bonanza 3D

Vita
-Jacob Jones and the Bigfoot Mystery: Episode One - A Bump in the Night

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Minha vida com o Nintendo 64 - Parte 9: Jogatinas de sexta-feira com o Danilo

Digam meus amigos botequeiros! Aqui nos encontramos mais uma vez em mais um capítulo do Minha vida com o Nintendo 64! Se perdeu algo dá um ligue lá na última parte!

Enfim, estamos de volta às redondezas de 2007. Peguemos o DeLorean um pouquinho pra trás de novo.
Vocês já cansaram de ver o Danilo sendo mencionado e aparecendo em fotos aqui, não? Enfim, ele é meu primo, que cresceu comigo quase como um irmão. O pai dele tem uma pizzaria, e de sexta-feira minha tia ia ajudar meu tio lá, logo ele não tinha onde ficar senão minha casa. E aqui em casa, vejamos bem, a gente assistia desenhos, tomava sorvete, jogava DS e... jogava 64. Pra ajudar a imaginar a cena, uma foto do fim de 2007:

Eu tenho muitas fotos com meu DS nesse
período. Era muito do tipo "Oi, sou nerd
e me orgulho de ter um DS"
Nessa época, meu 64 foi do meu quarto pra sala, se não me engano pelo fato do PS1 estar no meu quarto e minha mãe ter sugerido passar o 64 pra grande TV legal da sala (!). Esse é o meu 64 em 2008, flagrado em um momento feliz meu de tirar fotos aleatórias com o celular do meu pai:

Em algum momento também feliz, resolvi colar esse adesivo
do Donald nele. Não me pergunte sobre também.
Bem, some esse console com todos aqueles jogos comprados nas lojas que mencionei nessa parte e dois adolescentes entediados. Bem, já viu né. Não vou dizer também que passávamos o tempo todo jogando Nintendo 64 (até porque mesmo sendo legal enjoa como qualquer coisa), mas que a gente jogou muito, jogou. Meu primo então, viciou em Pokémon Puzzle League (tanto que esses dias veio comentar comigo que tava com saudade de jogar). O jogo foi mais jogado por ele do que por mim!


Outro jogo que jogamos muito foi San Francisco Rush, que já mencionei que já tinha alugado antes. Dentro de uma das pistas existe uma pista de manobras escondida. A gente adorava fazer uns cheats de bloqueio de tempo e teletransporte depois da explosão pra pegar fuscas e sair zoando sem compromisso lá. Tanto que demos nomes aos fuscas: o azul era o "Azulão" (do São Caetano), o preto e banco era o "Corinthiano" e assim ia. Aliás, tem uma manobra legal que inventamos que era basicamente andar com o fusca na horizontal pela parede, chama "Spider Fusca". Deu até saudades de jogar agora.

Óia, o cara faz um Spider Fusca sem usar um Fusca!

Enfim, esses dias eram muito legais. Fiquei até com vontade de ter 12 anos de novo. #chatiado
Mais tarde, com a gente crescendo, o Danilo passou a trabalhar na pizzaria também, não ficando mais em casa toda a semana. E eu... Bah, eu já disse, passei a ignorar os videogames. Mas isso fica pro próximo capítulo. Cya!